Diário de Viagem – II Festival da Juventude do Nordeste

dsc01057_rBem, até agora não consegui parar e organizar direitinho os pensamentos para postar algo mais “trabalhado” e resumido sobre o Festival da Juventude do Nordeste, que aconteceu em Quixadá (ver post anterior), então vou sair colocando o que vier na cabeça. Talvez meu cansaço e minha “ressaca” do assalto não me permitiu ter ânimo para fazer tudo que imaginei, mas saldo foi muito positivo. Após noite da abertura, o dia 01 de maio foi cheio, com câmaras temáticas e oficinas,como já anunciado no post anterior.

Eu, inicialmente achei que as câmaras temáticas seriam em lugares próximos, mas a cidade é até grandinha, então meu ânimo de ir tirar foto já diminuiu, então, procurei só as mais próximas e decidi participar da Câmara temática de “Juventude, cultura e mídia”, que merece uma postagem à parte, não como relatório, pois como me atrasei para chegar ao local (até pela distância de onde eu estava… eita…), mas como reflexão mesmo a partir de observações e pontos levantados

Fomos almoçar num self-service muito legal, organizado, e melhor: com preço acessível (almoçamos lá todos os dias). Os almoços cedidos pelo encontro dos 2 primeiros dias foram um tanto perturbados, parte da comida ficou mal armazenada e não estava boa, pessoal fez protesto, algo que considero muito justo.No entanto, como alguém que sabe o trabalho que dá organizar eventos grandes, tomar conta de tudo, fiquei até com pouco de “pena” do pessoal da organização, super-esforçados… nessas horas é que os coordenadores das delegações tem que tentar sentar e arrumar soluções… e acalmar a galera, não inflamar… se não o objetivo do evento fica “abafado” por conta de um problema especifico que acaba ganhando mais relevância do que todo trabalho, projeto, discussões.. tantos esforços… mas enfim, mesmo que tarde mas arrumaram a solução com a empresa contratada para isso

Bem, neste primeiro dia, assim que almoçamos fomos ao Cedro, ver a famosa “galinha”. Quixadá tem belas formações rochosas e é cidade pólo de esportes radicais numa determinada época do ano, acho que por isso tem tantos hotéis, pousadas e bem organizadinhos. Lá também fica campus de alguns cursos das universidades estadual e federal, além de ter mais umas 2 faculdades particulares. É uma “cidade pólo” da região. Acho que foi o único dia que fez sol, fiquei bem queimada, principalmente nos ombros… após nosso passeio, e com o sol, perdi o ânimo de ir para oficinas. Tomei aquele banho de 30 minutos e fiquei no hotel mesmo, afinal, já estava meio tarde

À noite, eu e Karina participamos da reunião do coletivo de jovens, pois nossos amigos companheiros de hotel e amigos de muitas outras horas, eram os ex-bolsistas da FLACSO (Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais), acompanhados pela professora Vânia Reis (UFPI-FLACSO) integrantes desse coletivo, que estariam lançando no dia seguinte o livro de artigos: Juventudes do Nordeste do Brasil, da América Latina e do Caribe. Mas a pauta girou em torno da própria proposta desse Coletivo juvenil, como expandir, solidificar, estruturar um projeto… nesta noite a Jenair (Elo Amigo) foi lá também para conversar (povo articulado) com o André (Canto Jovem) e com o Gilvan David (AVINA) – Ainda me arrumei e saí com as meninas para a praça principal (todo dia tinha algo, e sendo feriado então.. o hotel ficou cheio), mas a Jaqueline Soares estava exausta, havia chegado neste dia de 14h, eu acho, após a noite no ônibus Recife-Iguatu e depois outro ônibus Iguatu-Quixadá.. então resolvi voltar com ela… nosso hotel tinha internet Wi-fi ou wireless.. só sei que esse detalhe era ótimo, tanto que post anterior enviei de lá.

Já no dia 02 eu acordei até empolgada para participar das oficinas e principalmente fotografá-las, estas pelo menos foram estruturadas de uma forma mais fácil, quase todas estavam em 2 escolas que ficavam na mesma rua. No entanto, além das oficinas serem continuidades do dia anterior, o que eu mesmo tímida teria um pouquinho de “cara-de-pau” para entrar, aconteceu um pequeno agravante: chuva, chuva… aí, como muitas oficinas já tinham encaminhado bem seus trabalhos no dia anterior, ficaram esvaziadas.. também ouvi alguem dizer que a comida da janta  poderia ter ajudado a terem poucas pessoas, mas não apurei o fato… só sei que várias salas ficaram vazias. Mas tive um saldo muito positivo, talvez melhor que entrar numa oficina: a oportunidade de conversar com o Gilvan David, alguém muito bacana que tem uma vivência cristã como eu tenho (ou tive.. estou me sentindo meio dispersa…). Lá também encontrei o Rikáryo, o Isaque… e vi como o mundo digital pode facilitar novas amizades… de uma foto que eu tirei lá dos meninos de Iguatu (amigos do Gilvan, Rikáryo), pediu meu orkut p eu passar as fotos, quando vi ele já tinha me adicionado, vi e-mail dele e enviei as fotos, uma camaradagem de amigos entre quase desconhelancamento_publicacao_03cidos…

A chuva tirou meu ânimo de participar de mais coisas, e como eu fui assim “sem obrigações” (gente, como é bom ir sem obrigações pré-estabelecidas!!), à tarde fui com Karina fazer feira de biscoito, iogurte, suco..rs…já no hotel, ajudei fazer plaquinhas para distribuição dos livros e fiz cartaz … tudo com caneta e cartolina branca … mas até q consegui fazer alguma coisa (eu acho), Karina foi dormir, coitada… ela tinha ficado a noite toda na festa ( e eu não). Enfim, os bolsistas FLACSO (Jack, Rafael, André), a professora Vânia e Karina foram na frente, eu ainda iria tomar banho, talz, fui depois.. mas ainda peguei finzinho das intervenções das oficinas e claro, o lançamento da publicação. Na hora do jantar, foi montada uma estratégia para cadastrar instituições e entregar os livros, apesar de alguns transtornos, haviam apenas uns 200 livros, deu tudo certo. Neste dia jantamos hiper-tarde, mas a comida estava boa… fomos para hotel, mas já muito tarde, só eu e karina decimos volar para praça e ver alguns shows, foi legal, banda boa (Racionais Soul, se não me engano). Fiquei só com pena do pessoal de Aracati, vieram de superlonge e quando tocaram 3 músicas tiveram que parar porque era hora de acabar, polícia pediu, sei lá.. putz… se soubessem desde antes, pediria-se para bandas anteriores diminuírem umas 2 músicas do repertório e teria sobrado tempinho para os meninos… era uma banda de reggae interessante (acho que o nome era Brisa Nativa)… acontece…. No último dia tenho pouca coisa a relatar..

Pontos positivos para mim foram:  rever algumas pessoas que eu tinha feito contato nas redes sociais algum tempo atrás, mas pouca oportunidade de me aproximar um pouco mais, pelo menos criar mais abertura, como Jenair, André, Gilvan, … e também conhecer e conviver com tantas outras como a professora Vânia, o Rafael… ter tido contato com muitos outros na viagem de ônibus, escutando conversas, conversando, vendo outras realidades, vivencias, modos de ser, os seres humano são uma riqueza! Nem vou citar mais nomes para  num correr riscos de esquecimentos…

A idéia de um coletivo de jovens, puxado inicialmente que tiveram ligação com a FLACSO, que traz proposta inovadora um pouco diferente da universidade tradicional, também considero animadora..

Parabenizo também o poder de mobilização da Rede de Jovens do Nordeste, não só o principal, que foi a mobilização dos jovens de todos os estados do nordeste, reunindo uma média de 900 participantes, mas inclusive a mobilização recursos – humanos e financeiros – para que Festival acontecesse. O apoio da Equip (ong) também ficou claro, com seus educadores e colaboradores lá, trabalhando junto. Nós temos no Colégio Salesiano um Festival organizado pela AJS (Articulação da Juventude Salesiana), com apoio da Inspetoria Salesiana, que reúne media de 900 jovens também, mas alojados e com todas as atividades no mesmo espaço físico, que é o Colégio Salesiano Recife, e dá um trabalho imenso, sempre falha alguma coisa, acontece algum imprevisto, então acho que devemos conscientizar coordenadores locais para a mediação de conflitos e fazer galera reconhecer as limitações.. mas a sintonia dessa coordenação é fundamental para que possíveis encaminhamentos de demandas sejam solucionados mais rápido…

As atrações culturais também foram boas…. eu só particularmente senti falta – talvez por eu ser mais dessa área de design (mesmo fugindo dela..rs) –de mais sinalização… os jovens que eram de Quixadá tinham crachás iguais ao nossos, nem uma pulserinha colorida, nada.. o que dificultava para ver já de longe p pedir infomações, não haviam placas nem setas espalhadas pela cidade sinalizando locais principais, algum mural grande com o mapa com principais locais para ajudar a circular… enfim, quando se decide descentralizar atividades, acredito que o suporte tem que ser maior. Mas nada que tenha prejudicado profundamente o festival. Também senti falta de um folderzinho turístico da prefeitua, algo assim, com principais pontos turisticos, história do município, dos locais, é detalhe pequeno, mas importante…

Não posso também deixar de destacar o trabalho interessante, útil e ótimo do pessoal da cobertura jovem, iniciativa da revista viração com ONG Catavento (era isso?), que fizeram programas para as rádios locais, informativo impresso distribuído durante o evento, vi também oficina de comunicação como direito humano com pessoal trabalhando… enfim, acho que teria muitas outras observações, mas o cansaço já me venceu e já escrei demais da conta… fico só devendo algum post sobre Juventude, cultura e mídia, resgatando algo da câmara temática.

Esses encontros são importantes não só pela programação oficial proposta, tem “algo” (a junçaõ de várias coisas) que se desenvolve espontaneamente que é muito bom.. o intercâmbio, a interação das diversas realidades, rurais ou urbanas, pessoas que se reconhecem como gente que quer um mundo melhor para si e para o coletividade.. a alegria e a energia juvenil, a oportunidade de lazer, de diálogo, sentindo-se á vontade consigo mesmo e com os outros…enfim..

ai, tô cansada..rs.. (Vixe como escrevi muito!!!)

Se você tem Orkut, é possivel ver algumas fotos que postei lá:

http://www.orkut.com.br/Main#Album.aspx?uid=14638673316191096459&aid=1241636346

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3 comentários

  1. Ótimo relato Jake, muito bom mesmo…
    Do que tinha dúvida, quase tudo você acertou. E pra contribuir, só umas corrigidas nas últimas linhas: O pessoal da Viração deu um gás mesmo, mas os boletins diários que saíram não foram feitos pela viração, e sim pela equipe de comunicação do festival mesmo, coordenada pelo Daniel Paulo [RJNE-CE] junto com a maior galera. Outra coisa: O povo da Viração deu a oficina de Mída Alternativa. A de Comunicação como Direito Humano foi realizada pelo CCJ de PE. Beleza? Bjos e parabéns pelo blog.

  2. Grande Jak!!! Parabéns pelo blog… realmente és uma militante na causa da juventude! Q bom! Espero que sempre tenhas sucesso…

    Olhei tb o relato do assalto… q pena… Aqui e acolá, vemos casos que nos deixam assombrados. Falta segurança pública! Alagoas tb está assim!!!

    Forte abc

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