Muticom e Encontro Latino americano de jovens
6 02 2010
Bem, estou no Mutirão latino americano de comunicação, hospedada junto com alguns padres consolatas e a jornalista Cecília Paiva. Pessoal ótimo e cmpatente, então, recomendo que acompanhem a cobertura do Muticom pelo site da Revista Missões: http://www.revistamissoes.org.br/
Vou falar aqui sobre o Encontro dos jovens, que estou tentando participar na medida do possivel de algumas atividades:
Encontro de Jovens dentro do Muticom
Entre os dias 02 e 07 de fevereiro aconteceu o chamado r o encontro latino-americano de jovens comunicadores, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
A mudança de datas que afetou o Mutirão Latino Americano de Comunicação (Muticom) também refletiu no encontro dos jovens e o desejo da OCLACC (Organização Católica Latino-Americana e Caribenha de Comunicação).
Para conhecer mais a proposta de rede de jovens comunicadores, visite:http://oclacc.org/redes/jovenes/acerca-de/
de integrar o Brasil na Rede Latino-americana de jovens talvez precise de mais tempo.
O que seria o “Refresher”, encontro específico de jovens comunicadores, com média, segundo a OCLACC, de 400 jovens inscritos acabou se transformando num painel a mais, dentre as tantas atividades paralelas do Muticom, com a participação média de 30 a 40 jovens a cada dia, exceto nos 2 primeiros dias, anteriores a abertura oficialdo Muticom, quando a participação ficou em ttorno de 150 pessoas. Segundo Pe. Edinho, da Pastoral da Juventude do regioal Sul I, o encontro ficou sem ter “quem o abraçasse de fato”, depois da transferência de data junto com o Muticom de julho para fevereiro deste ano, além da mudança de local. “A Unisinos de São Leopoldo estava à frente, com seu corpo tecnico, contatos acadêmicos com palestrantes, etc, mas com a mudança de data, deixou de se responsabilizar pelo encontro, já que não poderia mais acontecer naquela instituição”, afirmou.
Mesmo em número reduzido e com certa rotatividade, os jovens participantes têm mostrado bastante interesse e todos painelistas vêm agregando informações úteis ao universo juvenil, no entanto, num âmbito mais amplo, semm muita especificidade em questões relacionadas ao campo da comunicação.
Neste sábado, dia 06, pretende-se reunir mais jovens e contruir conjuntamente alguma proposta coletiva de rede ou o que for possível ‘acordar’. Este último painel e assessor será Jorge Atílio, da Rede Ecumênica de Juventude.
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video sobre Comunicação como Direito Humano
16 11 2009Intervozes – Levante sua voz from Pedro Ekman on Vimeo.
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Diário de viagem: Romarias do Juazeiro – olhar pessoal
31 10 2009
Voltando a postar no blog: depois deste tempinho com blog “parado” resolvi voltar a escrever a partir desta viagem: estou no Juazeiro do Norte-CE. Pedi para vir junto com a banda do Pe. João Carlos, que vem todos os anos nestas épocas de romarias. Sempre tive curiosidade de veer a devoção popular num momento como este, de vivenciar isto, de conseguir olhar com a mente e o coração.
Ainda não entrevistei nem conversei com ninguém de maneira mais “formal”, até agora só observei o movimento, as pessoas, os lugares… eu sou nordestina, tenho família no sertão pernambucano, mas mesmo tendo uma noção mais próxima que alguém de outra região, nunca tinha vivenciado um momento como este, de ver uma das romarias do Juazeiro do Norte.. eu, por exemplo, nunca tinha visto alguém com vestes de pagar promessa (ou algo parecido), muitas pessoas, inclusive crianças, vem com túnicas (pretas, em grande maioria), imitando a batina do “Padim Ciço”; Também vi pela manhã as pessoas escrevendo seus nomes ao redor da grande estátua, eu já tinha visto os nomes lá escritos, mas como é minha primeira vez numa romaria, vi pela primeira vez as filas imensas para subir lá e escrever seus nomes, enrolar fitas… à noite voltei lá e apreciei a vista da cidade (que à noite ficam só luzes, bonito, por o horto ser alto, parece até vista de avião decolando) e olhei a estátua iluminada (agora quase sem ninguém, só alguns meninos, provavelmente moradores dos arredores) e aí sim tive a oportunidade de subir e ver a imensa quantidades de escritas, velhas e novas, diferentes canetas, diferentes letras… ali estavam os nomes de inumeras pessoas, historias de vida de gente sofrida que alcançou alguma graça ou pretende alcançar pela fé…
Embora muitos recriminem esse devocionismo, até eu percebo que há exageros, mas isso é comum, uma coisa para mim ficou muito clara, principalmente através das missas, e inclusive abro um parênteses para este detalhe, são muitas missas: umas 5 na carreta-palco do Pe. João Carlos, instalada aqui no Horto ao lado da estátua e à frente do Casarão, e outras 4 ou 5 na futura Igreja do Bom Jesus do Horto, um pouco mais afastada. O que ficou claro para mim é que, apesar de todo “culto” ao Padre Cícero, os devotos não tem dúvidas em relação a Deus, a Jesus, não vi nenhuma manifestação de
“Substituição” ou “equidade”, Jesus é o primeiro, passa na frente para eles, eles entendem que o “Padim” foi e é um instrumento de Deus na vida deles e isso eu achei muito bonito.
Tive oportunidade de em uma das missas ficar na hora da coleta, que é feita de forma muito espontânea, tem um baú à frente e circulamos com bolsinha no meio do povo, e você vê gente sofrida fazendo questão de colocar uma moedinha e outros até colocando notas de R$ 10,00 ou R$20,00… fiquei imaginando que muitos até juntam e já vem para cá com o dinheirinho da oferta, sabe? Vem de pau-de-arara ao invés de vir com mais conforto e oferta o que pode. Essa verba arrecadada é para manutenção da estrutura do Horto, a visita no Casarão, por exemplo, é gratuita, o ambiente é bem cuidado, tem banheiros, água, etc, e também para a construção da igreja do Horto, obra grandiosa e muito despendiosa, mas que com a graça de Deus e a generosidade dos romeiros, vai ficar pronta, nem que seja nos próximos 20 anos, afinal, aqui é a “Aparecida” do Nordeste. E é bonito porque é algo espontâneo, há pedido no momento do ofertório e pronto, e não porque o presidente da celebração ficou pressionando, não há nenhum tipo de constrangimento se não der nada.
A romaria do Juazeiro, para os romeiros, é sacrifício,redenção e renovação. Aqui é como uma nova Jerusalém, uma Meca, um lugar onde se vem para oferecer sacrifício, ouvir palavra de Deus, agradecer ou pedir, e sair daqui renovado… as filas de confissão são imensas, as missas têm boa participação, e para mim as homilias são essenciais, a gente sente a carencia e a vontade de escutar um conselho, uma palavra de referencia para vida deles, entender melhor a bíblia. Para gente que vive entupido de informação, como eu, e tem muito acesso a livros, vídeos, formas de instrução, pode-se nem se dar o devido valor a essas coisas, mas para quem num tem… vejo por distrito (tpo “zona rural” da cidade) onde moram meus parentes no interior pernambucano, eles têm missa uma vez no mês, nenhuma estrutura de organização pastoral, poucas pessoas com mais conhecimento pra gerar iniciativas de desenvolvimento local.. e muitos romeiros vem de lugares assim. Eles vem se abastecer de Deus para seguir a lida… acho que independente de religião, o ser humano tem necessidade, até mesmo quem não acredita em Deus.. se renovar, (re)pensar na sua jornada, “fazer uma faxina interior”, “jogar o “lixo fora”, agradecer o que foi conquistado, mas sem egoísmo de mérito simplesmente pessoal (e por isso o sacrifício no agradecimento). Para se tornar um homem/uma mulher novo/a, uns vão a Santiago de Compostela, outros vão para o Tibet, outros escalam montanhas, outros vem para o Juazeiro…enfim, cada um com sua forma de acreditar e de ser “humano”, tentando ser alguém melhor…
Além daqui do horto, ontem descemos para o centro da Cidade, vi a Basílica de Nossa Senhora das Dores, o Museu e o Memorial do Pe. Cícero. Infelizmente não deu para entrar na Igreja do Socorro, onde o Pe. Cícero está enterrado, pois estava acontecendo uma missa com o bispo Dom Fernando Panico, da diocese do Crato, a qual pertence o Juazeiro do Norte.
- Igreja do Bom Jesus do Horto – em construção
- Basílica Nossa Senhora das Dores
- Casarão do Pe. Cícero – no Horto
Rapidinhas:
- Já no caminho da vinda, foi possivel encontrar alguns “paus-de-arara” na estrada, isso mesmo: pau-de-arara ainda existe e ainda há muitos romeiros que chegam no juazeiro através deste tipo de transporte
- Amanhã, 01 de novembro, a Estátua do Padre Cícero completará 40 anos,
- Lado ruim: os fogos. Desde as 4h00 da manhã e seguem até de tarde..aff… acho que a cada 30 minutos (ou sei lá se tem alguma seqüência) lá vem a pipoqueira..rs.. mas isso é detalhe pequeno
- Estou hospedada aqui mesmo no Horto (quer dizer, “nós mulheres que viemos”) na residência das irmãs salesianas, muito bom os quartos, a comida, tudo tranquilíssimo…
- Internet aqui no horto é lenta, viu? dificil, estou com o modem da tim do Pe. joão Carlos.. aff.. conseguir postar isso aqui foium milagre..rs..
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Visita do Reitor-Mor
27 08 2009Durante estes dias o Reitor-mor da Congregação Salesiana, o Pe. Pascual Chavez Villanueva, esta aqui em Recife e estou “cobrindo” a visita. Para tanto, enquanto site da inspetoria nao é reformulado, criei um blog: http://visitareitormorsdb2009.blogspot.com/
Mas tem banner com link no site da inspetoria e enviamos para todo nossos contatos eletrônicos.
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Historias e teorias da comunicação disponivel na net
24 08 2009Comentários : Deixar um comentário »
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O extermínio da juventude brasileira: uma realidade
11 08 2009Se a África é o continente financeiramente mais pobre, a América Latina é a região mais desigual do mundo. Não é de se espantar também que seja uma das mais violentas, especialmente quando falamos de Brasil e de juventude.
Segundo o Mapa da Violência 2008, entre 1996 e 2006, os homicídios na população brasileira de 15 a 24 anos de idade passaram de 13.186 para 17.312, representando um aumento de 31,3% em dez anos. O crescimento foi bem superior ao experimentado pelos homicídios na população total, onde o aumento foi de 20% nesse período.
Divulgado em julho deste ano, o Índice de Homicídios na Adolescência,(IHA) reforça este mapeamento e traz uma estimativa preocupante: 33.000 jovens entre 12 e 18 anos assassinados entre 2006 e 2012, se as condições não mudarem. Ainda pelo IHA, que analisou 267 municípios brasileiros com mais de 100.000 habitantes, dentre todas causas mortalidade de adolescentes entre 12 e 18 anos, 45% foi por homicídio, sendo esta a principal, seguida por morte natural (25%)e acidentes (22%). O estudo aponta que o risco de assassinato é ainda maior para a faixa etária de 19 a 24 anos, e decresce a partir daí. Mostra também que a probabilidade de ser vítima de homicídio é quase 12 vezes maior para homens e que o risco de um jovem negro morrer assassinado é 2,6 vezes maior em relação a um branco. A arma de fogo também é elemento precupante. Segundo professor Inácio Cano, membro do laboratório de Análise da Violência da UERJ, “Está na hora de o Brasil mudar suas prioridades”, ao ressaltar o dado do IHA mostrando que a probabilidade de um adolescente brasileiro ser vítima de arma de fogo chega a ser três vezes maior do que a de ser assassinado de outra forma. “A arma de fogo tem que ser sempre foco em qualquer política de prevenção”.
Por outro lado, o Boletim de Políticas Sociais (BPS) nº 15, do Ipea (Instituto Pesquisa Econômica Aplicada), constatou que 59,6% da população carcerária do país é constituída por jovens do sexo masculino entre 18 e 29 anos.
Indicadores como estes mostram que os maiores índices de violência tem cor, classe social, sexo e se concentram em alguns territórios. Comprovam também a urgência de políticas públicas que reconheçam a especificidade juvenil e não apenas ações pontuais ou isoladas, que podem dar “ilusão imediata de melhora”, porém poderão até provocar pioras futuras, se não forem efetuadas dentro de um projeto maior e numa perspectiva inovada. O próprio BPS do Ipea sinaliza: “Seria da maior importância que uma política nacional de prevenção à violência fosse estruturada, incluindo ações de enfrentamento de fatores de risco e a potencialização de fatores de proteção, buscando ampliar a ação do sistema de justiça criminal da simples repressão e punição para o tratamento e reinserção social dos apenados”. Já a pesquisadora da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americada (Ritla), Miriam Abramovay, afirma: “Torna-se fundamental uma nova visão sobre a juventude, que fomente sua inclusão e emacipação e que amplie uma rede de proteção social, com oportunidades de estudo e trabalho, com política de combate às diferentes violências existentes, promovendo espaços de arte, cultura, esporte e lazer”.
Infelizmente, o extermínio dos jovens é uma realidade e não um exagero panfletário. A necessidade de posicionamentos, ações e mobilizações de grupos, movimentos e de toda sociedade civil está posta , pois as proporções da problemática diagosticada e vivenciada no nosso cotidiano não diminuirão se agirmos no plano individual. Essa é uma causa coletiva e carece da luta coletiva, especialmente dos jovens, para alcançar as respostas eficientes do poder público e mudança cultural da sociedade.
Jakeline Lira
Fontes e dicas de sites: http://jakelinelira.wordpress.com/2008/06/28/politicas-de-seguranca-publica-para-jovens-um-longo-caminho-a-percorrer/ http://www.ipea.gov.br/082/08201002.jsp?ttCD_CHAVE=2910 http://www.ritla.net/index.php?option=com_content&task=view&lang=pt&id=4759 http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/07/21/materia.2009-07-21.4662548610/view http://www.unicef.org/brazil/pt/IHA.pdfComentários : 3 Comentários »
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